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Contagem regressiva para o Livros em Pauta !

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Com novo local, o Livros em Pauta — Congresso de Literatura, Quadrinhos e RPG. acontecerá no próximo sábado (14). Realizado pela Andross editora, neste evento serão lançadas onze antologias de contos e poemas, com temáticas entre terror, amor, medieval, distopia, steampunk, fantasia, temática de encontros e despedias e temática livre.

Além disso, terá também um bate-papos sobre o universo nerd e mercado editorial, quiz e a entrega do Prêmio Strix!

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Essa vai ser minha terceira vez participando de antologias e este ano estarei em “Sem mais, o amor” – com o conto “Conexão” – e “King Edgar Palace” – com o conto “Biscoito da sorte”!

Confirme presença no evento e acesse aqui para mais informações do evento.

Te espero lá!

convite

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Resenha

[Resenha] The accidental Apprentice

“Na vida vida, você nuca tem o que merece, mas o que você negocia…”

Fazia tempo que eu não pegava para ler livro em inglês e este foi um aleatório que a minha mãe conseguiu em algum lugar, do qual nem me lembro mais onde foi. Na época, eu não fazia não fazia ideia do que se tratava ou quem era o autor. Pensava apenas ser um livro chato em inglês e que acabou pegando poeira por uns anos na estante. Até que em abril, resolvi que o próximo livro a ler seria ele.

Reading… #theaccidentalapprentice #vikasswarup #literaturaestrangeira #english #india #brazilianreader

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Logo na primeira página, é explicado um pouco sobre quem escreveu o livro. Vikas Swarup autor de “Seis suspeitos” e “Q&A” – livro que inspirou o filme “Quem quer ser um milionário?”. Este filme foi um  grande sucesso, como todos sabem, fazendo de Swarup muito famoso em seu país. Como eu também já tinha assistido, fiquei mais interessada para conhecer a história de The Accidental Apprentice.

Seu trabalho principal é como diplomata, ele já morou em vários países e atualmente mora no Japão (o que ajudou a escrever este livro, por sinal). Swarup diz não se considerar um escritor profissional, mas um diplomata que escreve ou apenas um escritor de fim de semana.

 

Sinopse

Sapna Sinha trabalha de vendedora numa loja de eletrodomésticos (como se fosse uma Casas Bahia da Índia), mora com a mãe e a irmã mais nova. Sapna tem todo o peso de sustentar uma casa sozinha, vivendo de um emprego medíocre e tendo o sonho de um dia se tornar escritora. Até que um dia quando ela está num templo, um bilionário chamado Vinay Mohan Acharya a encontra dizendo querer que ela seja a futura CEO de sua empresa, pois ele já está com 68 anos e não alguém hábil o suficiente para herdar a companhia. Para isso, ela passaria por sete testes, que a vida mesmo lhe daria. Se ela se saísse bem em todos eles, o cargo seria dela. Ao iniciar os testes, ela não poderia voltar atrás. E caso ela não fosse reprovada, Acharya teria que ir atrás de outra pessoa, mesmo ele dizendo ter plena certeza que Sapna é capaz de conseguir passar por todos esses testes.

 

Minhas impressões

Eu sei que levei muito tempo para conseguir terminar de ler, mas foi porque demorei mesmo me engajar com a leitura. Eu estava relativamente desacostumada a ler em inglês, um livro mesmo, que exige um pouco mais de vocabulário. Mas quando peguei ritmo, me senti muito envolvida com a história, principalmente por me identificar com a personagem principal (na época, eu também trabalhava como vendedora numa loja, então sabia como ela se sentia em relação a estar querendo escrever, mas tendo que convencer pessoas a comprar outras coisas).

A princípio você pode até achar tedioso e um pouco absurdo a história do livro. Como assim do nada alguém pede a um estranho ser CEO da sua empresa? Você até imagina a montanha de dinheiro que não vai ganhar com esse emprego! Mas conforme o livro vai avançando, mostrando fragmentos da vida de Sapna – que podem parecer desconexos no começo, mas farão sentido mais frente –, você precisa continuar a ler.

The accidental Apprentice consegue atingir o seu auge justamente no último teste, quando as coisas parecem não fazer mais sentido e reviravoltas impressionantes te surpreendem. A poeira só vai abaixar mesmo quando for lida a última página, pois os acontecimentos finais da história são eletrizantes demais para não prender. As pontas soltas vão finalmente ganhando sentido.

Para se ter noção, as últimas cento e poucas páginas eu devorei em dois dias (ou cerca de seis horas).

Se você ficou curioso(a) para ler, mas não quer ler em inglês, a Companhia das Letras publicou aqui no Brasil com o título “Aprendiz por acaso”. Mas se você tiver capacidade para ler no inglês, tente, isso ajuda irá te ajudar muito!

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Links:

Página oficial do autor: http://www.vikasswarup.net

Palestra do autor no Google : https://www.youtube.com/watch?v=OhjQS1JSVIQ&t=928s&index=13&list=WL

 

 

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Leitura e Meta do mês ~ Outubro 2017

Hoje será o primeiro post da série “Leitura e Meta do Mês”. Há muito tempo que não pego uma leitura e traço uma meta, vou apenas “lendo quando der”.  Mas como eu gosto de ser organizada, montar listas e ter um certo controle sobre o que tenho que fazer, decidi a traçar essas metas. Nesses posts, mostrarei o que vou ler durante o mês e até quando quero concluir a leitura.

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Deuses Americanos – Neil Gaiman (573 páginas – meta: 191 páginas por mês até dezembro)

Ganhei o livro em novembro do mês passado e até agora não peguei para ler (quem sempre, não é mesmo?). Neil Gaiman é um dos meus autores favoritos, que me motiva e inspira a escrever, e tenho outros livros dele comprados e esperando um dia eu ler XD.  Muito dificilmente conseguirei ler o todo, mas quero ler pelo menos

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Estudo Gostoso de matemática – Teru Kumon (147 páginas – meta: terminar até 02/10)

Comecei a trabalhar no Kumon e estou nas primeiras semanas ainda. Foi-me passado este livro para assimilar sobre o Método e entender como funciona. É a minha lição de casa para o final de semana, então comecei a ler ontem para ter pronto até amanhã! Espero passar a gostar e melhorar em matemática, pois sou um verdadeiro desastre 😦

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Chobits – CLAMP (16 volumes – meta: ler do 7 ao 11)

Sempre tento ler paralelo aos livros, algum quadrinho, e mês passado eu comecei a ler o Chobits. Vou começar o no volume 7 e quero ler até o 11 pelo menos.

Uma dica é não colocar metas muito absurdas, mas sempre colocar algo dentro da sua capacidade, tempo e vontade. No começo do mês que vem, posto o quanto eu consegui ler e se consegui cumprir meus objetivos!

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Você já leu para uma criança ?

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Recentemente mudei de emprego e estou trabalhando numa escola de ensino individualizado, onde os alunos são estimulados a serem autodidatas. Assim, durante todo o dia eu convivo com crianças que muitas vezes estão aprendendo a ler, escrever e contar. E como estou nas minhas primeiras semanas lá, sou colocada para conhecer como cada coisa  funciona lá, até que fui questionada:

“Você já leu para uma criança ? Porque hoje você vai ler para o Arthur.”

Respondi que, sim, já havia lido. Como irmã mais velha e fissurada por livros, sempre tentei estimular a leitura para minhas irmãs (sei que pelo menos com uma deu certo !). Isso eu não teria problema algum em fazer.

Sentei-me ao lado do menino e li os que ele mesmo tinha escolhido — um sobre uma casa em formato de panela de arroz e outro sobre um macaquinho que gostava de dormir na cama com o seu pai. E ao ler, lembrei-me dos dias embaixo dos cobertores lendo livros que eu pegava na biblioteca para minha irmã mais nova (aproveitava o limite de cinco livros por vez na BSP), ou lendo gibis com a Thaís, minha irmã especial, na longa volta para casa, ou quando ganhamos um livro de contos de fadas da minha prima Toshie (outra parceira de livros !) e passávamos as quatro irmãs juntas lendo.

Ler para uma criança é sempre divertido e livros são mágicos, trazem sensações incríveis e nos transportam por muitos mundos. Por isso, leiam para as crianças e verão que os benefícios virão para ambos os lados!

Quais livros posso ler para elas?

  • 6-36 meses

Para introduzir a leitura para alguém tão novinho, existe os livros sensoriais, onde muitas vezes nem terá nada escrito. Ele é mais para introduzir para a criança, ensinar formas geométricas, números, estimular coordenação motora fina e ensinar vocabulário. Já ouvi muitos adultos falarem “aah, mas ela nem vai entender nada, nem vai saber o que fazer com isso”. Justamente, não vai. Por isso que é tão importante a presença de um adulto, auxiliando e estimulando a criança com histórias, por mais bobinho que seja.

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  • 3 a 6 anos

Nessa idade, a maioria das crianças ainda não vai saber ler, mas já é possível introduzir livros com mais informações ou mais parecidos com livros ( o formato).
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  • 7 a 10 anos

Aqui a criança já frequenta a escola e está aprendendo a ler. Então, o mais importante é que você acompanhe a leitura dela, estimulando a ler sozinha. Inverta os papéis e peça para ela ler para você! Mas é para prestar atenção na história!

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Este é o livro que ganhamos de minha prima !

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Vamos à biblioteca!

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Não pense que é apenas na escola que os livros devem ser introduzidos. É muitos importante que os pais façam isso também. Por isso, leve-a a uma biblioteca, ou se puder comprar, vá a uma livraria. Quando a própria criança escolhe ou ajuda a escolher o que vai ler, ela se sentirá mais interessada na atividade.

São Paulo tem muitas opções de bibliotecas públicas, a minha favorita é a Biblioteca de São Paulo (uma pena que eu esteja morando tão longe dela agora e que faça tanto tempo que não a visito). Neste site da prefeitura, você pode encontrar a mais próxima de você! Nessas bibliotecas também acontecem atividades interessantes, como sarus, contação de histórias, teatros, etc.

Tendo essas atitudes e estimulando desde cedo, a criança terá grande apreço pela leitura e ajudará na sua formação.

 

 

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Por que devemos fazer coisas ruins com nossos personagens?

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Eu tenho uma resposta favorita quando as pessoas me perguntam sobre como escrevo meus personagens: “O que não os mata, torna-os mais fortes.” Para mim, colocando meus personagens em situações terríveis é como descubro quem eles são – em prova de fogo. Até que eu os force a fazer escolhas e encarar duras realidades, eu realmente não sei quem eles são.

Mas isso pode ser um pouco difícil para alguns escritores. Eles amam os seus personagens, e sendo mau na verdade os machuca.

Algumas semanas atrás, uma escritora me perguntou sobre isso, e eu sei por conversas com muitos, muitos escritores, que ela não está sozinha nessa luta.

“Eu tenho este personagem que realmente amo. Eu sei que todas as pessoas que ele conhece na história o odeiam. Minhas mãos estão tremendo um pouco e eu não acho que eu possa escrever essas cenas. Eu ficava: “Por que eu tenho que fazer as pessoas odiarem meu personagem favorito? Não é minha culpa! Eu não quero que as pessoas o odeiem!” Mas eles tem uma razão para odiá-lo.

O que mais me parece dessa situação (além de apenas querer dar um abraço na pobre escritora) é que seus instintos estão do lado certo. Ela criou um conflito na história. Outros personagens têm razões razões para odiá-lo. Ela fez seu trabalho como escritora – é apenas não é fácil para ela dar o próximo passo.

Se você está enfrentando uma luta semelhante, tenha em mente que novelas exigem amor duro. Para que nossos amados personagem cresçam e se tornem pessoas melhores, nós devemos destruir seus sonhos e esperanças, rasgar em pedaços suas frágeis almas. O que não os mata, tornará-los mais fortes (e mais interessantes, lembre-se disso), mesmo que leve tempo.

Nós os machucamos, porque nos importamos. Queremos o melhor para eles e aprender a lidar com essas coisas horríveis que a vida (ou nós) joga neles só os torna pessoas melhores durante a longa jornada.

Aqui para descobrir se você tem a Síndrome do Escritor Agradável  (Link em inglês. Fiz o teste e não tenho essa síndrome, pelo contrário hahahah :v ! )

Infelizmente, nem todo escritor se sente à vontade nessa briga destruidora de personagens como eu. Escritores tendem a ter almas sensíveis e escrever cenas difíceis e emotivas podem nos desgastar física e emocionalmente. Nós sentimos suas emoções e nossos corpos reagem, como se estivéssemos em suas peles. É maravilhoso escrever, mas não é tão incrível ser o escritor.

“Como um escritor escreve uma cena que ele não pode manipular? Ou apostar ou delimitar ou que uma coisa ruim aconteceu com o personagem que você se importa?”

Se uma cena é difícil de escrever: tente:

Quebrar em pedaços menores: você irá passar menos tempo imerso nessa emoção ou situação para que o estresse não se acumule tanto. Vai demorar um pouco mais para passar por isso, mas é mais como se aliviar numa piscina fria do que pular duma vez.

Passando rapidamente: imponha um tempo limite e dedique-se à cena. Mantendo-se ocupado escrevendo, não terá tempo para se estressar.

Esboçar: dividir e olhar objetivamente pode ajudar a traçar uma linha entre o emocional e a escrita. Você se prepara pelo o que está por vir e chegar lá se tornará mais fácil.

Trate os personagens como atores em cena: você não está fazendo coisas ruins com eles, está pedindo que leiam o roteiro e encenem – eles são profissionais dando a melhor performance de suas vidas. Eles são atores! Querem a chance de mostrar seu alcance e profundar essas emoções difíceis.

Troque uma ideia com seus personagens: soa bobo, mas sente e diga que é hora de uma cena difícil. Você se desculpa e promete que acabará em breve, tendo uma recompensa no final.

Prepare algo divertido para fazer ou assistir depois de escrever uma cena difícil: assista seu filme favorito ou planeje um dia no jardim. Qualquer coisa que ajude a pôr um sorriso no seu rosto! Gaste tempo nisso para realinhar o seu cérebro e resetar  as emoções.

Não tenha medo de cuidar de si mesmo quando tiver algo complicado para escrever. Se precisar de um tempo extra, use-o.

É errado que eu me importe tanto com meus personagens, que não desejaria coisas horríveis a eles? Que eu estou entregando dor e tragédia mesmo sabendo que isso iria acontecer?

Não, não é errado. Mostra que você se importa e é capaz de aproveitar emoções que o servirão como escritor. Apenas não deixe isso te bloquear e contar suas a histórias

E lembre-se, livros difíceis ajuda leitores a lidar com problemas difíceis. Pode ter sido duro escrever essas cenas, mas elas podem ajudar alguém que realmente  esteja passando por um trauma similar. Por ser real e genuíno, você está mostrando a ela que não está sozinha e está tudo bem em ter esses sentimentos (especialmente para livros de ficção young adult).

Mais aqui sobre fazer o mais difícil (link em inglês)

Ser duro com seus personagens pode ser duro, mas isso geralmente resulta em livros melhores. A sensação que conseguimos ao escrever algo que irá afetar o leitores, vale a pena.

 

Post original: Why We Should Do Bad Things With Our Characters
Tradução: Kelly Amorim

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N.T. Eu já passei por situações assim, mas vou falar a verdade, o máximo que me aconteceu foi acabar complicando as “coisas ruins” que iriam acontecer e me atrapalhei com a trama. Eu me perdia e me via num beco irreversível, dando vontade de desistir ou recomeçar a história. É muito difícil eu ficar com dó dos meus personagens, os coitados sofrem comigo! 

Crônicas

Qual a boa para hoje?

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Chegou quinta-feira. Como um looping existencial, mais um dia chega na rotina. É sempre tudo tão igual que às vezes o dia da semana nem faz mais tanta diferença.

Você já se arruma automático, já está desgastada do dia-a-dia que parece sem novidades. O ônibus lotado, uma pessoa baixo astral na sua cola, a crise financeira, o acúmulo de tarefas — que são tantas a ponto de você simplesmente ignorá-lo, só observando a bola de neve… Tudo isso e mais um pouco se transformam em nuvenzinhas negras a sua volta. Você se sente emburrada, faltando apenas uma gota para explodir, ah mas agora você fala tudo o que está engasgado! Hoje a panela estoura e aquela discussão imaginária que roda na cabeça quase todos os dias vai finalmente acontecer! Porque hoje você está fervendo!

Mas nada acontece. Você não é assim. Você tenta se controlar e deixar tudo passar, indo aos poucos se desgastando, as cobranças e reclamações vão entrando por um ouvido e saindo pelo outro, por mais que você queira se esforçar e fazer com que tudo saia perfeito no final. Sua cabeça está longe, não consegue se concentrar e seu corpo pesa. Seus únicos pensamentos são:

“Eu não queria estar aqui.”

“Eu não aguento mais.”

“Queria simplesmente gritar e desaparecer.”

“Não era isso que eu queria estar fazendo.”

Você respira fundo e tenta se controlar para nao ter mais uma crise de choro, afinal, está se recuperando da última e comemora até ontem alguns dias conseguindo se sentir bem, aguentando as pauladas. Às vezes até se surpreendia com o próprio bom humor e ficando surpresa por não se sentir mal.

Mas não hoje. Hoje está foda, não vê a hora de ir embora. E quando é hora, sua vontade de viver está no negativo, quer apenas responder torto e seca todo mundo. Pior, você nem quer saber de papo. Mas apenas chegar em casa o quão logo e esperar o dia acabar para começar amanhã tudo de novo.

Uma nova mensagem de áudio chega.

“Eae, qual que é a boa de hoje?”

Nenhuma — começo a escrever, sentindo-me no meu direito de permanecer ranzinza e espalhar isso para o mundo tudo. Mas apago.

Parei para pensar, aconteceu algo de bom hoje apesar de tudo? Será que teve algum detalhe que conseguiu fazer a diferença e deixei passar batido? Por um acaso no dia de hoje eu fiquei feliz por algo? Teve realmente alguma novidade ou foi só coisa ruim mesmo?

“Hmmm…” — recomeço a digitar.

“Recebi as notas dos exercícios de gramática que eu fiz. Tirei 8,3 nos dois.”

“Aah e a saia que eu comprei foi postada no correio hoje!”

E foi assim, aos poucos, que fui me sentindo melhor. Depois de praticamente o dia inteiro, quando parei para pensar nesses detalhes que me fizeram feliz durante o dia.

Tem dias que não são fáceis, sendo necessário muito esforço para continuar. Quando estou assim, também tento me lembrar de alguma bobeira ou piada interna que tenho com meu namorado, fazendo-me rir sozinha. Uma outra coisa é tentar fazer como a Arya: lembrar de três coisas que aprendi no dia. Isso também ajuda a ver como o dia valeu pena.

E você, o que faz para conseguir aguentar os trancos ? Conte-me! Juntos nós conseguimos nos ajudar ❤

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4 livros sobre técnica de escrita que precisamos ter

Algo que nunca devemos deixar de fazer é estudar e aprender. Sempre é possível descobrir algo novo ou aperfeiçoar algo que já sabemos. Na escrita não é diferente, pelo contrário, é essencial nos manter atualizados. Listei abaixo três livros que quero muito ter, pois já considero quase que obrigatório!

1. O herói de mil faces

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Há muitos textos e vídeos explicando sobre o assunto, mas eu gostaria muito de ler o livro de Campbell. Afinal, foi ele que percebeu e relatou as semelhanças existentes nas histórias mitológicas, contos de fadas e folclóricas, tornando-as tão incríveis para o mundo.

2. A jornada do escritor – estrutura mítica para escritores

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Vogler, após muitos anos de estudos escreveu este livro fazendo uma análise do O herói de mil faces e tendo como base importantes filmes. Mostrando assim, uma grande ajuda para escritores criarem ótimas histórias através da fórmula da jornada do herói.

3. Story – Substância, estrutura, estilo e os princípios da escrita de roteiro

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Mais voltado para roteiro de cinema, este é um livro que fiquei sabendo num grupo de Whatsapp de escritores. Mesmo sendo sobre a sétima arte, conhecer sobre roteiro e criação de história é sempre útil! Pelo o que eu li, ele tem umas quatrocentas páginas, mas é de fácil leitura!

4. Erros fantásticos – faça boa arte

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Essa na verdade não é um livro sobre técnica de escrita, mas sim, um livro inspirador para artistas. Se você nunca assistiu ao discurso do Gaiman, por favor, veja. Neil Gaiman é um dos meus escritores favoritos e sempre que me sinto mal ou sem vontade de escrever, achando que não faz mais sentido continuar com isso, eu vejo esse vídeo. O discurso é tão bom, mas tão bom, que virou livro.

 

Sei que há muitos outros livros sobre o assunto por aí, mas esses são os que eu mais ouvi falar e estou interessada. Paralelo a eles, também acho muito necessário possuir uma ótima gramática e dicionário, pois nem sempre a internet colabora. Antes eu usava um dicionário da Folha da Tarde, mas infelizmente ele ficou na casa da minha mãe. Preciso de um novo (e atualizado) o quão logo!

Tem algum que você conhece e gostaria de indicar? Deixe nos comentários, eu adoraria saber!

 

P.S. Se alguém quiser me dar esses livros de presente, eu aceito e muito! Não é à toa que um deles eu pus na minha wishlist de aniversário XD